Coolhunting e forecasting – as profissões da tendência!

Hey, tudo bem?

Hoje vou falar sobre uma apresentação que assisti em um GT (grupo de trabalho) no Colóquio de Moda. As professoras, Aline Moreira Monçores e Ana Cláudia Lopes, da PUC-Rio, se uniram para debater sobre coolhunting e forecasting. Para quem não sabe, as duas profissões envolvem o estudo de tendências (pessoas e coisas cool) e, por isso, são frequentemente confundidas.

cool0Existem alguns pontos similares entre o coolhunting e o forecasting, sim! Mas, cada uma possui características próprias. Segundo Monçores e Lopes, o coolhunter observa, primeiramente, pessoas “cool”, até chegar nas coisas “cool”. Elas se baseiam em referências teóricas, como Morace (2007), em que, segundo este autor, o coolhunter ‘lê’ os 4 P’s: people, places, plans and projects.

“people (pessoas: fotos tiradas nas ruas), places (lugares: por
exemplo, novas lojas e bares), plans (planos: novos gostos culturais, filmes ou
revistas de sucesso, eventos) e projects (projetos: as atividades das
universidades e instituições).”

Porém, a tarefa desse profissional é apenas uma das etapas de todo o processo de criação de cenários e personas futuras. Ou seja, todos os dados coletados pelo coolhunter é passado para outro profissional, que fará uma análise e contextualizará todas as informações. É aí que entra o forecasting! 

“O termo forecasting pode ser traduzido para o português como o ato de
prever, predizer, prognosticar, projetar, ou seja, criar uma visão de futuro sobre
algo.”

O forecaster tem uma função além da observação. Ele analisa todos os dados que foram observados anteriormente pelo coolhunter, sintetiza tudo, contextualiza (onde as informações foram coletadas e para onde elas serão repassadas, relacionando com a localização, empresa e público-alvo) para depois repassar o mapeamento finalizado de toda a pesquisa, e depois essas informações finais são aplicadas no mercado, mídias…

 cool2cool3

Câmera e caderno de campo são dois objetos de trabalho de extrema importância para esses profissionais! 😉

Algo que as professoras falaram, e que eu considero de extrema importância, é que devemos para de focar tanto no exterior e começarmos a olhar mais para o dentro, para o que está a nossa volta, e aplicar isso, captar e analisar essa informações e valorizar a nossa própria cultura. Tanto o coolhunter quanto o forecaster estão e/ou podem estar em qualquer lugar, e por que não aqui na nossa cidade, estado? O Brasil está sendo muito visado atualmente, e nós, brasileiros, devemos dar mais valor para o nosso próprio país, que possui tantas qualidades e tantas fontes de inspiração, principalmente quando se fala em artesanato e slowfashion. Por isso, a proposta aqui é tentam captar mais o que está ao seu redor, passe a observar as coisas com um outro olhar (mais detalhado), tenho certeza que começará a enxergar muito mais!

Tentei fazer um texto explicativo e bem resumido para vocês entenderem um pouco sobre essas profissões, coolhunting e forecasting, e espero que tenham gostado! Para quem se interessou pelo assunto, eu super recomendo a leitura do trabalho de pesquisa das professoras  Aline Moreira Monçores e Ana Cláudia Lopes, “COOLHUNTING OU FORECASTING? As profissões e os saberes da pesquisa de tendências“, e, o livro  Coolhunters – caçadores de tendências na moda, da autora Marta Domínguez Riezo (um dos únicos traduzidos para o português!).

Se tiverem mais alguma sugestão de leitura, ou algum comentário geral para fazer, comentem aqui no post para trocarmos algumas ideias 😉

Beijos, pinks! Até mais!

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